(EM CONSTRUÇÃO)

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

APOSTILA 3: 1º ANO ED. FISICA

Pág. 3

1. 3ª alternativa, "futebol americano e rúgbi."


Pág. 4

2. Futebol Americano.

3. 2ª alternativa, "Inglaterra e Estados Unidos.

 pág. 9

4. 1ºalternativa: touchdown.


pq 10:
OFENSIVA-ataque
FUGIR-correr
NÚMERO-quinze
ACONTECE-ocorre
ATINGIR-chegar
ATALHO-desvio
INJÚRIA-ofensa
NOME-wilson
INICIANTE-novato


pag 13

resposta
1 uma dieta saudavel
2 teruma alimentação saudavel com bastante vitaminas e nutrientese fazer caminhadas. 
 
pag. 14 pesquisa em grupo
tabela

capacidade
flexibilidade
velocidade
resistencia
cordenaçao
equilibrio

exercicio
meditaçao
corrida
ciclismo
caminhada
dança

material
tapete ou colchao para se sentar
tenis
bicicleta
tenis
musica

pag 15
pratica
natação = exercicio fisico
varrer a casa = atividade fisica
dança= exercicio fisico
musculaçao = exercicio fisico
pular corda = atividade fisica

pag 16
pratica favorita
treino de basquete = exercicio fisico
dança = exercicio fisico
corrida = exercicio fisico
varrer a casa = atividade fisica

1)Sim
2)menor frequencia
3)nteaparecem mais exerciocios fisicos
4)nas praticas favoritas

pag 18
1) EF
2) AF
3)AF
4)AF

2)tem bastante limitaçao pois sempre há pessoas e carros na rua. o mais indicado é procurar um parque ou até mesmo uma quadra para praticar atividades fisicas.

3) sim, pois algumas pessoas nao tem material para a pratica dos exercicios.

4)sim, handbol e ás vezes vôlei, em casa na rua ou em quadras.


APOSTILA 3: 1º ANO BIOLOGIA

pag.3
1- Esperança e esperar tem em comum conseguir o que se deseja.

3- Depende da qualidade de vida que ela tiver.
pag. 7
2- Sim , pois, como vimos no gráfico de 1.920 à 2006 a esperança de vida aumentou devido a melhoria da qualidade de vida.

4- Porque foi então nesse ano que começaram a se preocupar com isso

Pág.7

1-A esperança de vida aumentou ao longo dos anos.

2-Sim, pois se a esperança de vida aumentou ao longo dos anos,isso quer dizer que os brasileiros, em média, estão vivendo mais.

3-A esperança de vida continuará a aumentar.

4-Porque não há dados estatísticos e confiaveis antes disso.

5-A unidade é o ano. Ou seja, quantos anos, em media, espera-se que viva um nascido no ano em questão.

6- ??

7-
1920- 42
1940- 42
1950- 46
1960- 52
1970- 54
1980- 54
1990- 60
1999- 68
2006- 72

Pag. 8

5- Anos de idade.

6- Em 1950 era de 46 anos e 1990 de 60 anos, intão isso significa que com o passar dos anos a expectativa de vida só cresce.


Pág 9

8. Na pagina 7 percebemos de forma mais clara este aumento de perspectividade de vida. Na pagina 8 pecebe-se que ha periodos que nao houve aumento nas expectativas.

9. Saneamento Básico = Tratamento de agua, esgoto e coleta de lixo.
Assistencia medica
Meios de comunicaçao que dao informaçoes
Escolaridade
Alimentaçao

10. Sim, bastante pois houve grande aumento de expectativa de vida.

Pág 10

1. Nao, aumentou a esperança de vida e diminuiu a mortalidade infantil.

Pág 13

6. A tendencia é diminuir. Sim

7. Devido a assistencia medica, pesquisas cientificas as crianças ficam menos doentes e os adultos vivem mais.

8. Informaçoes, pré natal, assistencia medica ao nascimento, vacinaçao


Pág 10

1. Sim, a taxa e mortalidade diminuiu e a expectiva de vida no Brasil aumentou.

Pág 11

2. Não da pra fazer aqui (Gráfico)
3. Nao da pra fazer aqui (Gráfco)

Pág 12

4. Em Grupo

Pág 13

6. Sim, Pois tiramos da mesma tabela
7. Porque não tem mais gente morrendo por causa de doenças. E se a esperança de vida aumenta automaticamente a mortalidade infantil diminuirá.


CONTINUAÇAO

8. As doenças são tratadas mais rapidamente, as crianças não nascem com problemas, dificilmente isso acontece.

Pág 14

1. Está diminuindo
2. Diminuiria cada vez mis até chegar em um total de 0 casos
3. Neem Fz xD

Pág 15

4. Não da pra fazer aqui (Gráfico)
5. Com água sem tratamento e caramujos.

Pág 17 Aprendizagem 2

• Fato. é uma certeza, algo comprovado
• Hipótese. Uma incerteza, um palpite, algo ue alguém acha que é.

Pág 18

1. As vacas já estavam contaminadas, a varíola da vaca não era contagiosa com humanos.
2. Colocar uma pessoa saudável perto das vacas contaminadas
3. Se fosse verdadeira iiria explicar o porque que isso aconteceu e falaria os procedimentos e se fosse falsa, faria mais testes para tentar descobrir o que deu errado.

Pág 19

4. Hipótese - Vacas contaminadas. Varíola que as vacas tinham não era contagiosa para humanos
Teste - Colocar uma pessoa saudável perto das vacas contaminadas
Hipótese verdadeira - Iria explicar o que eu fiz e o por que isso acontece
Hipótese falsa - Faria mais testes

Pág 20

5. O médico viu que as vaca continham a varíola, mas as camponesas já haviam pego a varíola, mas só ficaram de cama
6. Não, as vacas já estavam contaminadas a varíola das vacas não era tão contagiosa para humanos

Pág. 22

7. Porque as bactérias já estavam mortas quando os ciencistas colocaram no frango
8. Ambos correram atrás da resposta para salvar os infectados, com pesquisas espantosas.
9. Sim, já que as bactérias morreram, eles provavelmente, criam uma vacina com o viros da amostra

Pág 23

10. "(...) Basta encontar um doente de varíola e passar um pano em suas feridas (...)"
11. Por nunca frequentar os mesmos lugares que os infectados e não ficaram expostos aos ares dessas pessoas
12. Os 3 pegaram a varíola num modo que não fosse muito perigosa. Os frangos já tiveram essa fase da varíola mais "pesada" só que a cura estava no próprio vius.

Pág 24

13. Era uma maneira do corpo aceitar a vacina
14. Os filhos de Mary Montagu 
 

CONTINUAÇÃO

Pág 25

15. Sim, O corpo procurou ter uma reação para "falar" que a vacina estava começando a fazer efeito

Pág 26

16. Se você pegar a varíola uma vez não poderá pegar mais porque seu corpo vai estar mais preparado. E a vacina é com o vírus que as vacas tinham.

Pág 27

1. Eu dividiria esses carneiros e vacinava 25 com a bactéria normal os outros 25 com as atenuada. Se esses carneiros apresentassem algum sintoma eu iria examinar para ver o que seria, fazer testes etc... Só assim eu saberia se esses carneiros contraíram ou não o Carbúnculo.
2. Que a vacina poderia ser o próprio vírus. Se fosse positiva ótmo se não iria fazer mais testes
3. As injeções das bactérias atenuadas fizeram mais efeito pois só houve uma morte. Já os que a tiveram a vacina só sobreviveram 2.

Pág 28

4. Porque cada carneiro não são iguais os sintomas poderim variar de carneiro para carneiro
5. Apoiam. Porque as que tinham bastante oxigênio criou tipo uma imunidade para os carneiros

Pág 29

1. Os camundongos que estavam sadios depois que o cientista aplicou a bactéria atenuada pegou o vírus
2. Sim, Porque cria imunidade para seres humanos
3. Porque os 2 grupos ficaram imunes
4. Porque poderia ter reações diferentes de cada camundongo. Ele pegou 30 pra poder avaliar melhor
5. Sim, Porque todos ficariam imunes, para essa tal doença que descobriram

Pág 30

6. Teria uma imunidade maior contra essa doença

Liçao de Casa
1. Aimberê - açu, pois os números de casos foram muito pequenos comparado a outra cidade Piraraquara do Oeste.

Pág 31

2. Pegando o vírus da raiva e o transformando em vacina
3. Alguns não tomaram a vacina e contrairam a doença 
 
 
 

APOSTILA 3: 1º ANO INGLES

Tradução dos textos de inglês

Texto A : Cancer

símbolo: o caranguejo
elemento: a água
prejudicial Planeta: Lua
perfil inicial
.

pessoas nascidas sob a cantar de câncer são geralmente intuitivo, ágil, consciente, orientado para família tímido, compreensão, imaginativo, conservador e sensível.
.

eles também podem ser mal-humorado, hostil uma delicada, em função das circunstâncias e do grau de pressão que sofrem.

texto B: cancer

.

você terá que fazer escolhas delicada, por isso dê um duplo verifique seus planos e principalmente a sua disponibilidade de caixa! Romance será doce este mês. Trabalho ou escola, não representa qualquer problema, você pode até obter uma promoção ou recompensa. No entanto, você precisará de uma forma mais terra-a-terra abordagem em todos os aspectos da sua vida ou você não vai conseguir sucesso total!



Texto C:

símbolo: A cabra
Elemento: Terra
Pronunciando planeta: Saturno
Período: 22 dez - 19 jan.
.


perfil inicial
.

os nascidos em capricórnio são determinados, sério e ambicioso, auto-disciplinados, competitiva, reservada, responsável e extremamente organizado.
.

eles também pode mostrar um lado negativo e ser mais rígido, pessimista e egocêntrico.
.

Texto D: Capricornio
.


ter cuidado para não confiar em seu julgamento este mês, principalmente sobre assuntos financeiros. dinheiro não virá fácil. você será inclinado a fazer decisões precipitadas e pode se arrepender mais tarde.A família não vai ajudar você. Uma nova amiga vai lhe dar bons conselhos - escute ela! 
 
pagina: 4 Ex:1
a) Revista, internet.
B) Pessoas que acreditam

Pagina: 5 Ex:2
a)B,D
b)a,c
c)b,d
d)a,c
e)b,d
f)a,c

Pagina:6 Ex:3

Will Won't
Will Won't
Will Will
Won't Won't

pagina :6 Now complete the rules:
will
won't

pagina:6 Ex:4
Na sequencia

car
shopping
relatives

Pagina: 7 Ex: 1
a) Wiil be
b) Won't go
c) Will pases
d) Will help
e) Won't talk

Pagina: 8 Ex:2
is
was is
will be

Was
was
Will be
 
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20 ago

Fernanda

[VOL 3] Inglês - 1º ANO

Respostas VOLUME 3

►Aqui é um tópico só para as respostas do livro,
Perguntas, sugestões é no tópico específico!

Inglês - 1º ano
20 ago

∫» Nêêssı̲ηнα

Tradução dos textos de inglês

Texto A : Cancer

símbolo: o caranguejo
elemento: a água
prejudicial Planeta: Lua
perfil inicial
.

pessoas nascidas sob a cantar de câncer são geralmente intuitivo, ágil, consciente, orientado para família tímido, compreensão, imaginativo, conservador e sensível.
.

eles também podem ser mal-humorado, hostil uma delicada, em função das circunstâncias e do grau de pressão que sofrem.

texto B: cancer

.

você terá que fazer escolhas delicada, por isso dê um duplo verifique seus planos e principalmente a sua disponibilidade de caixa! Romance será doce este mês. Trabalho ou escola, não representa qualquer problema, você pode até obter uma promoção ou recompensa. No entanto, você precisará de uma forma mais terra-a-terra abordagem em todos os aspectos da sua vida ou você não vai conseguir sucesso total!
20 ago

∫» Nêêssı̲ηнα

Texto C:

símbolo: A cabra
Elemento: Terra
Pronunciando planeta: Saturno
Período: 22 dez - 19 jan.
.


perfil inicial
.

os nascidos em capricórnio são determinados, sério e ambicioso, auto-disciplinados, competitiva, reservada, responsável e extremamente organizado.
.

eles também pode mostrar um lado negativo e ser mais rígido, pessimista e egocêntrico.
.

Texto D: Capricornio
.


ter cuidado para não confiar em seu julgamento este mês, principalmente sobre assuntos financeiros. dinheiro não virá fácil. você será inclinado a fazer decisões precipitadas e pode se arrepender mais tarde.A família não vai ajudar você. Uma nova amiga vai lhe dar bons conselhos - escute ela!
8 set

GüühH

pagina: 4 Ex:1
a) Revista, internet.
B) Pessoas que acreditam

Pagina: 5 Ex:2
a)B,D
b)a,c
c)b,d
d)a,c
e)b,d
f)a,c

Pagina:6 Ex:3

Will Won't
Will Won't
Will Will
Won't Won't

pagina :6 Now complete the rules:
will
won't

pagina:6 Ex:4
Na sequencia

car
shopping
relatives

Pagina: 7 Ex: 1
a) Wiil be
b) Won't go
c) Will pases
d) Will help
e) Won't talk

Pagina: 8 Ex:2
is
was is
will be

Was
was
Will be
10 set

εïз Cαααяσℓ

[b] Página:9

Pagina 9
Ex,4

a-)Intuitive
b-)determined
c-)shy
d-)competitive
e-)egocentric


Página 10
Ex:1

(D)Crossword puzzle
(C) Jigsaw puzzle
(B)Sudoku puzzle
(A)Rubik's cube

Pagina 11
Ex.4

Na seguencia

(B) a word which has a similar meaning..
(D)an equivalent word another languagem..
(A)an explanation of the meaning of a word
(C ) a word which has the opposite meaning..

Pagina 12
Ex: 5

Crossword puzzle

1-Inclined
2-regret
3-easy
4-advice
5-achieve
6-sucless
7-intuitive
8-reserved
9-pressure
10-however
13 set

- PΛLΘMΛ ΛLINE ¹

preciso da pág 13 em diante plz
14 set

Andressáà

eO preciso da 15 até a 20 .
alguém me socorre
15 set

a L i N e

eu preciso da pagina 13 endiante tb !! urgenteee
16 set

Geraldo Tomazh

up
17 set

' bяuиσнєияιιquє

Pag.13

1- a)
Broodway
b) Bilhy the kid
c) Mayflawer
d) Shakspune
e) Spillverg

2-
a)d a
b)f c
c)e f
d)g g
e)c b
f)b e
g)a d

 
Pag.13

1- a)
Broodway
b) Bilhy the kid
c) Mayflawer
d) Shakspune
e) Spillverg

2-
a)d a
b)f c
c)e f
d)g g
e)c b
f)b e
g)a d

Pag.14

4-

e
i
g
j
h
c
a
b
d
 
 
Exercicio 4 pagina 14
c
i
g
j
h
b
a
e
d
f
[/corrigida pela professora ;D
 
 
 
 

APOSTILA 3: 1º ANO SOCIOLOGIA

Página 5

1. resposta: Democracia sempre significou o poder do povo. Porém, na antiguidade grega, constituiam o povo somente os proprietários de terras e os grandes comerciantes. Já nos dia de hoje, todos fazem parte da democracia, sem qualquer exclusão de classe.

2. resposta: Os ricos, portadores de terras e bens materiais, tinham maior liberdade que as demais pessoas, naquele tempo. Eles poderiam votar e fazer parte da democracia, ao contrário dos pobres ou escravos (aqueles que ficavam endividados). Portadores de posses não eram excluidos por gênero ou classe.

3. resposta: Para Platão, eram os magistrados e governantes, da classe social racional, que deveriam governar a cidade, por governarem com sabedoria. Os guerreiros, da classe irracional, também deveriam submeter-se á classe social racional (os governantes). Assim, tornava-se imperativo rejeitar a vontade individual por um bem maior, de natureza política.

Página 6, reflexão em grupo

1. resposta: É fato que a educação não é uma das melhores. Mesmo nos lugares mais bem avantajados, sempre deixa a desejar, pois sempre tem aquele que não se impõe ao seu lugar. Mais a educação é capaz de oferecer os melhores funcionários para o nosso exército democrático, pois sempre tem aquele que se dedica mais que o próximo.

2. resposta: A maioria dos governantes não cursaram nem o ensino médio. Eles são sábios para roubar o povo.

resposta da pág 10 exercício 1:
a: porque ao designar um ou uma assembléia de homens para nos representarem, eles ficam resónsáveis em toda a prática que leva á paz.

exercício b:
nenhuma eficácia. sempre há alguém que é prejudicado com algo que o estado impõe.

vc aprendeu:
exercício 1:
a parte racional seria o estado, que organizaria a sociedade a irracional/ irrascível seriam os guerreiros que protegeriam a população. já a racional/ concupscente seria a populaçao em si. a racional seria como o cérebro os guerreiros como os anticorpos com os órgãos que funcionam de acordo com o cérebro.

exercício 3:
v
f
v
f
f

exercicio 4:
h
p
p
h
h

APOSTILA 3: 1º ANO ARTES

pag 3
- todas são intervenções
- são iguais no sentido de intervenções, mas as cenas são diferentes
- o élvis do banheiro, escravos, etc.
- vai de cada sala, o que eles estudaram e aprenderam
 
 

APOSTILA 3: 1º ANO QUIMICA

Página 3 -
1)
Falem principalmente sobre a Lei de Dalton ^^'


Página 4 -

2)

HCl:
- Representa a substância cloreto de hidrogênio;
- Representa uma molécula de cloreto de hidrogênio;
- Formada por um átomo de Hidrogênio e uma de Cloro
(substância composta)

NaOH:
- Representa a substância Hidróxido de Sódio;
- Representa uma molécula de Hidróxido de Sódio;
- Formada por um átomo de Sódio, um de Oxigênio e um de Hidrogênio
(substância composta)

Ca(OH)2:

- Representa a substância Hidróxido de Cálcio;
- Representa uma molécula de Hidróxido de Cálcio;
- Formada por um átomo de Calcio, dois átomos de Oxigênio e dois átomos de Hidrogênio.
(Substância Composta)

Mg:

- Representa o elemento magnésio;
- Representa uma molécula de Magnésio;
- Formada por um átomo de Magnésio
(Substância Simples)

Zn:

- Representa o elemento Zinco;
- Representa uma molécula de Zinco;
- Formada por um átomo de Zinco.
(Substância Simples)


3)HCl, NaOH, Ca(OH2) são substâncias compostas.
Mg e Zn são substâncias simples.

4) H2O2 - 2 átomos de hidrogênio e 2 átomos de oxigênio,
C2H5OH - 2 átomos de carbono, 5 átomos de hidrogênio 1 átomo de oxigênio e 1 átomo de hidrogênio;
CaCo3 - 1 átomo de cálcio e 3 átomos de cobalto;
Ca(HCO3) - 1 átomo de cálcio, 2 átomos de hidrogênio, 2 átomos de carbono e 5 átomos de oxigênio;
SO2 - 1 átomo de enxofre e 2 átomos de oxigênio.


Página 5:

1)

a) Sulfato de Chumbo - PbS
b) Ácido Sulfurico - H2SO4 (Não se esqueçam de escrever os números abaixo da letra! ^^')
c) Nitrato de Sódio - NaNO3
d) Cloreto de cálcio - CaCl2
e) Ozônio - O3

Pagina 6

a- PbSO4

b- H2SO4

c- NaNO3

d- CaCL2

e- O3 
 

Página 19

(1) 2 partículas de gás oxigênio
-
(2) 4 partículas de cobre

Página 20
(3) 342 Cu2S + 342 O2 --> 684 Cu + SO2
-
(4) 5 : 5 : 10 : 5
-
(5A) 1 CaO + 1 H2O --> 1 Ca(OH)2
-
Página 21

(5B) 1 CH4 + 1 O2 --> 1 CO2 + 2 H2O
-
Lição de casa
-
(1) 30 partículas de gás oxigênio (O2)
-
(2) 3x10 elevado à 22
-
Atividade 2
(1) 18 U ( ou U.M.A -> Unidade de Massa Atômica)
-
Página 22

(2) de gás oxigênio -> 32 U ( ou pode ser U.M.A)e de Hidrogênio -> 2 U
-
(3)
-
Óxido de Cálcio -> 56 U
Hidróxido de Cálcio -> 74 U
Dióxido de carbono -> 44 U
Sulfeto de Cobre I -> 160 U
Óxido de Ferro III -> Fe2O3
Metano -> 16 U
---------------------------------------
(4)
H2O ---> H2 + O2
2 : 2 : 1 LINHA A
18 : 2 : 32 LINHA B
36 - 4 - 32 * A Linha A multiplicada pela Linha B, da o Resultado dessa Linha*
 
Pág.27

1- a apartir da carbonização da madeira

2- Os impactos ambientais da usinas de carvão são grandes não so pelas emissões que agravam o problema da chuva ácida e do efeito estufa .
Problemas sociais são falta de segurança, risco de contaminação por gases toxicos,queimadas e explusões etc.

Pág28

3- extraido das jazidas de carvão

4- Degradação da fauna e da flora do solo e de recursos d'agua.
Os riscos a saude são muitos .Incêndios, desmonoramento, inumdações e exposição a grandes canceríginos, elevadas temperaturas são alguns desses problemas.

5- Usina termelétrica e ciderugica

6- Os impactos ambientais das usinas de carvão são grandes não so pelas emissões que agravam o problema da chuva ácida e do efeito estufa .
Mas também pelo descarte de residuos sólidos e pela poluição termica.

7- Renovavél
Não e pronto pra ser extraido
Mineral e pronto pra ser extraido
Não renovavél
 

pag 31

pag 31

A) os processos naturais podem ter diminuido pq aconteceram mudanças na decomposiçao de materia orgânica e etc.

B)ele contribui respirando, queimando combustivel, com decomposiçao da materia.e tbm pq no final do seculo XIX houve aumento da tecnologia.

C)a emissao de gás carbônico causa o efeito estufa, por isso acontece o efeito estufa.

D)pq o efeito estufa mexe com o ciclo da natureza e todos os seus processos naturais, causando serios problemas no meio ambiente.


Pag. 33

1)a queima de combustiveis, nos automoveis , casas, industrias, e queimadas florestais.

2) no ambiente causa acidificaçao de solos, matando plantas e na agua matando os peixes e animais aquaticos. para o ser humano afeta o marmore, gesso, corroe materias metalicos causando prejuizos.

3)nao. Há muitas cidades que nao sao poluidas e pode ocorrer a chuva acida devido aos ventos que transportam as nuvens. 
 
 
 

APOSTILA 3: 1º ANO FÍSICA

Resposta PG 9

1º Um planeta orbita o Sol, e o satélite orbita um planeta exemplo Terra e a Lua

2º Não, os satélites naturais tabém orbitam o Sol

3º As estrelas pq o Sol também é uma estrela

4º É um grande aglomerado de bilhões de estrelas e outros objetos astronomicos.....

axo q ajudei.........
eu gostaria q mais pessoas ajudem esse fórum com novas respostas.....
eu tenho q responder todo o caderno, se eu tiver mais repostas e n tiver uma nova mensagem eu coloko.......

pg. 10

Pesquisa individual

1- Monte Everest, no Himalaia. 8,844km

2- Oceano pacifico. 4.267m

3- 12.103 km

4 não fiz

5- 380.000km

6- A lua tem 3.470km de dametro

Pg 11 Situaçaõa de aprendizagem 3

1º Com a teoria de Nicolau Copérnio mais foi Galileu Galilei que confirmou sua teoria 
 

pag. 18 situação de aprendizagem 4

pag 19
1- Maior: jupter ,menor mercurio

2- é o tempo da evolução em torno do sol. o periodo orbital da terra é de 365 dias.

3- Quanto maior a distancia do planeta ao sol, maior será seu perimetro orbital. a diferencia está entre a maior distancia percorrida, mas também divide, a aceleração cientifica divide a força , gravitacional.

4- não fiz..

5- Os jovianos tem maior massa .

6-Maior: jupter , Menor: mercurio 
 
 
 

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

APOTILA 3: 1º ANO HISTORIA

Pag. 3

1.) Aqueus - Os Aqueus foram os primeiros gregos a chegarem a ocupar parte do Mediterrâneo.
Eram um grupo semi-nômade de indo-europeus que, provavelmente devido a alterações climáticas na região de origem, migraram para onde se localiza a Grécia em busca de terras férteis por volta de 2000 a.C.. Estabeleceram o reino no Peloponeso.

Eólios - Os eólios foram uma das quatro tribos originais da Grécia Antiga, juntamente com os aqueus, jônios e dórios. Originalmente ocupavam-se da agricultura, e envolveram-se na colonização do litoral do mar Egeu. Seu nome teria se originado pela sua suposta descendência de Éolo, deus grego dos ventos

Jônios - Os jônios, também chamados de lônios, eram um povo indo-europeu que migrou para a Grécia por volta de 2.000 a.C. Com a chegada dos dórios, na Península do Peloponeso, milhares de jônios migraram para a Ásia Menor, fundando na região várias cidades.

Dórios - Os dórios foram um povo de origem indo-européia que habitava a região central da Europa antes do século XII A.C. A partir deste século, os dórios migraram para a Península Balcânica e participaram da formação de várias cidades-estados da Grécia Antiga, junto com os jônios, eólios e aqueus.




Pag. 4

2.) Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico.


3.) Cidadãos - A este grupo pertenciam os homens residentes em atenas e filhos de pais atenienses, com 18 anos (ou mais), serviço militar cumprido e com alguma riqueza.

Escravos - compunha quase 50% da população. Muitos deles ocuparam posição de destaque na educação do jovem ateniense e nas realizações intelectuais.

pagina 6

A maioria da democracia grega, seria os cidadãos(adultos e filhos de pai e mãe).Pois apesar de serem uma minoria, eles eram quem tinha o "poder" no certo período.
A minoria no caso , seria os escravos ( estrangeiros, escravos e mulheres ), apesar de serem em grande quantidade , não tinham quase nada ou nada de "poder" e ocupavam posição de destaque na educação do jovem ateniense e nas realizações intelectuias.
Hoje em dia no Brasil, a maioria são os políticos corruptos e que tinham o poder, e a minoria somo nós de classe baixa . 
 
Pag. 7 - continuação na pag 8.

1. Excessivo, rigoroso, cruelmente severo.

2. Na Grécia antiga, desterro temporário determinado em plebiscito. Afastamento da vida social. Intelectual 
2 - Atualmente, há exclusão pela quantidade de dinheiro que se tem. É possível ver através de diferentes formas de trabalho. A própria cota das universidades pode ser considerada uma forma de exclusão.

pag 8

> Draconiano(a): Adjetivo relativo às leis severas promulgadas pelo legislador ateniense Drácon; muito severo, excessivamente rigoroso.

> Ostracismo: Atitude de indiferença ou desprezo que os membros de um grupo assumem sobre outro.

pag 9

1: No conjunto das cidades-estado gregas, Atenas ocupava um lugar destacado. Para além do seu poderio econômico e militar, a polis ateniense tornou-se num brilhante centro cultural e político. Um dos aspectos que mais contribuíram para o prestígio da cidade foi a sua original forma de governo. Os atenienses chamaram-lhe democracia. O regime democrático fundava-se em três grandes princípios formais: • Isonomia (igualdade de todos os cidadões perante a lei), • Isegoria (igualdade de todos no falar -liberdade de expressão-), • Isocracia (igualdade de todos quanto ao poder)

pag 10

2: Perante o problema gerado pelo aumento populacional e pela escassez de terra, Esparta optou pela via militar para solucionar a questão. Na área urbana se estabelecia em torno de uma colina fortificada denominada acrópole, nessa área concentrava-se o centro comercial e a manufatura. Na área rural a população dedicava-se às atividades agropastoris. Esse agrupamento visava atingir e manter uma completa autonomia política e social para com as outras poleis gregas, embora existisse muito comércio e divisão de trabalho entre as cidades gregas. O governo de Esparta tinha como um de seus principais objetivos fazer de seus cidadões modelos de soldados, bem treinados fisicamente, corajosos e obedientes às leis e às autoridades.

pag 11

3: B -não tenho certeza
4: B -não tenho certeza
5: A -não tenho certeza 

página 13
1 - As mulheres, os escravos e os estrangeiros eram excluídos das decisões do governo e do povo. Eles não podiam se candidatar e nem votar.

2 - Atualmente, há exclusão pela quantidade de dinheiro que se tem. É possível ver através de diferentes formas de trabalho. A própria cota das universidades pode ser considerada uma forma de exclusão. 
 
pág 17..

a mulher não podia dar opinião sobre nada, deveria se manter calada, e acatar as ordens do marido ou do pai.

[foe a professora que passou] ;)
 

PÁG 18

3) c
4) d
5) c

Pag. 21

1-
a) A Pratica da guerra com outros povos, a pirataria era a grande fonte de fornecimento de escravos.

b) As mulheres não tinham direito a voto porque era uma prerrogativa de cidadão. 
 
Pág. 22

Escravidão: Grécia Antiga – os escravos eram alguns estrangeiros que eram livres e não participavam das Assembléias.
Brasil – os negros africanos trabalharam no Brasil colonial. Atualmente temos o trabalho infantil, homens e mulheres sendo escravizados em algumas regiões.

Participação feminina na sociedade: Grécia Antiga – as mulheres eram excluídas da política Grega.
Brasil – desde 1932 as mulheres votam no Brasil e fazem parte de toda sociedade.

Inserção política dos estrangeiros: Grécia Antiga – os estrangeiros não participavam da política Grega, só trabalhavam.
Brasil – os estrangeiros naturalizados no Brasil podem votar e participar de toda o política
 

pág 23

1)As mulheres eram preparadas para trabalho domestico, o casamento era determinado pelo pai e não tinham direito ao voto, hoje, porem, as mulheres são livres e com direito ao voto à partir de seus 16 anos.

pag 24

3) Alternativa: C
4) Alternativa B
5) duvida nas alternativas B e D 
 
Pag 26.

1- Foi a decadencia de Apólis em que as cidades- estados enfraquecem e a Macêdonia toma a posse.

Pagina 27

Arábia, turquia, afeganistão, paquistão, traque, pésia e israel 
 

pagina 28

Na filosofia, resutaram no desenvolvimento de escolas filosoficas. Na ciência houve um grande avanço dos estudos da matematicas, geometricas, fisica alem dos estudos
 

pag 29

vooc aprendeu?

1)
Cultura helênica é a mesma coisa que cultura grega (o termo em grego para "grego" é hellen, o nome da Grécia é Hellas); cultura helenística se refere à cultura grega depois das conquistas de Alexandre Magno, quando ela se espalhou por toda a região oriental do Mediterrâneo.

2)Vênus de Milo e o grupo Laoconte. 
 

pag 30

3) Alternativa A
4) Alternativa C
5) Alternativa  


 
 

APOSTILA 3: 1º ANO GEOGRAFIA

 Correção do Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 2
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 A MUDANÇA DAS DISTÂNCIAS GEOGRÁFICAS E OS PROCESSOS MIGRATÓRIOS
Para começo de conversa
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1. Vários grupos estrangeiros vieram para o Brasil ao longo de sua história e em diferentes condições. Um grupo importante que veio ao Brasil foi o de italianos. O período de maior imigração italiana ocorreu entre 1880 e 1930. Outro grupo marcante que veio ao Brasil foi o de japoneses. A imigração do distante país asiático começou no início do século XX. Não há como esquecer os portugueses que migraram ao longo da história como colonizadores. Depois da descolonização, somente na primeira metade do século XX a migração portuguesa foi retomada,quando chegou-se ao número de 25 mil imigrantes por ano.

2. Os navios no final do século XIX que traziam imigrantes italianos faziam o percurso em cerca de 30 dias, do mesmo modo a duração da viagem dos migrantes portugueses era mais ou menos esse mesmo tempo. Já a duração da viagem para os migrantes japoneses era quase o dobro. Por exemplo, o Kasato Maru demorou 52 dias, partiu do porto de Kobe para chegar a Santos.

3. A distância é de 18 500 km. Essa informação, porém, não deve ser pesquisada e transformada num número que os estudantes repassem. Somente haverá valor na produção dessa resposta se ela for obtida com os alunos fazendo medições diretamente num mapa-múndi que possua escala. Para isso deverão calcular os centímetros que separam Brasília e Tóquio (as capitais) e transformar os centímetros em quilômetros por meio da aplicação de um cálculo que faz uso da escala cartográfica. É provável que não se chegue a essa medida (18 500 km), em razão das deformações provocadas pela projeção (a escala é apenas uma referência do índice geral de redução do mapa – e não tem a mesma correspondência em todas as partes do mapa – vide Caderno 1 do 1o bimestre). A diferença entre a medida obtida e a medida no terreno real é uma boa oportunidade para discutir esse problema da escala.

Página 4

1. A viagem durou 52 dias. Nessa época os navios eram movidos por motores a vapor. O Kasato Maru era um navio russo. Os motores eram bem lentos se comparados aos navios modernos. Outros aspectos também relacionados ao seu design indicam a condição de meio de transporte mais lento. Seria interessante comparar com uma foto de um navio moderno.

2. Não, não seria fácil. A viagem era muito demorada e cara. Era uma viagem única para a vida. Não havia como retornar, pois o imigrante não tinha dinheiro para isso. Todas as suas economias haviam sido consumidas na viagem para o Brasil.

3. Sim, atualmente há mais de 225 mil brasileiros no Japão. A viagem é muito mais curta e também bem mais barata do que foi para o imigrante japonês que veio ao Brasil. Ela dura no máximo dois dias e a viagem é feita de avião.

4. Alguns tendem a ficar, mas a maioria esmagadora não foi com a pretensão de ficar definitivamente, e isso não seria nada fácil. São, na verdade, trabalhadores temporários em empregos precários, que somente são compensadores aos brasileiros por causa da diferença cambial (do dólar em relação ao real). Quer dizer: vão voltar depois de certo tempo. Esse retorno é relativamente fácil, tanto que alguns conseguem vir passar férias no Brasil e depois voltam para mais um período de trabalho.

5. A distância geográfica é a mesma em termos de quilômetros, porém ela possui outro valor para o ser humano. E o valor da distância para nós é também algo que deve ser considerado na medida dessa distância. Nesse sentido pode ser dito que em função da mudança na distância tempo (2 dias em comparação com os 52 dias do Kasato Maru) o Japão ficou mais perto do Brasil. Aliás, pode ser dito que o mundo encolheu.

6. Sem dúvida, o fator fundamental foi o desenvolvimento das tecnologias de transporte. As novas possibilidades aumentaram significativamente a mobilidade humana. No caso, as viagens a grandes distâncias foram beneficiadas com a invenção da aviação. Viajar de avião ainda é algo para poucos, mas aquelas viagens a navio do passado eram bem mais caras. As pessoas vendiam todos os seus bens para pagar a passagem e chegavam nos países de destino sem nada, para recomeçar a vida.

Leitura e Análise de Imagem
Página 6
Trata-se da projeção Bertin (Jacques Bertin foi o grande cartógrafo do século XX). Ela é feita de modo a eliminar uma boa parte das áreas oceânicas. Ela é muito boa para representar as novas proximidades e a intensidade dos fluxos entre os continentes. Representa melhor o que é o mundo marcado pelo aumento da mobilidade do ser humano. Os principais fluxos são aqueles representados pelas setas mais largas. Por exemplo: México para os Estados Unidos; América Central para os EUA; Subcontinente indiano para o Golfo Pérsico. Isso foi possível visualizar instantaneamente sem a consulta da legenda. Os países em tons rosa mais forte são aqueles que de direção. Esse é um recurso bastante adequado para a cartografia, que sempre deve fazer uso de recursos visuais de entendimento generalizado, que não levam a entendimentos múltiplos. Em linguagem técnica: os símbolos devem ser monossêmicos, quer dizer: ter um único significado. Por outro lado, o recurso visual empregado para mostrar a participação de imigrantes no conjunto da população são as tonalidades do rosa. O mais escuro mostra mais intensidade do fenômeno. A variável utilizada para mostrar que um fluxo representa mais imigrantes que outro (maior quantidade) é a variável visual tamanho. No caso, ela está presente na largura das setas. Quanto mais larga a seta, maior o volume de imigrantes.

Página 7

1. Essas três localidades são: EUA, Golfo Pérsico e a Europa Ocidental.

2. Os principais fluxos de imigrantes partem de países pobres, de países que estão em boa medida no Hemisfério Sul. Mas, atualmente, acostumamo-nos a designar como Sul o que não é exatamente o Hemisfério Sul. O México está no Hemisfério Norte e os imigrantes mexicanos se dirigem mais ao Norte ainda. Além disso, pode-se afirmar que diferentemente do início do século XX, quando a Europa era a origem dos fluxos migratórios, agora ela é o destino. Constituída de países prósperos, recebe grandes fluxos migratórios da Europa do Leste (ex-países socialistas), mas também da África (dos vários países que foram colônias), da América do Sul etc. Dito de outra maneira: há um fluxo dos países pobres (“subdesenvolvidos”) para os países ricos.

3. Que os EUA, e alguns países do Golfo Pérsico, possuem uma participação importante de imigrantes em suas populações. Em especial, imigração recente. São duas localidades de grande dinamismo econômico e que precisam de imigrantes para suprir carências locais de mão de obra.

LIÇÃO DE CASA
Página 8

1. Magreb → França = mais ou menos 3 milhões (da África para a Europa – a maioria desses migrantes vai da região do Magreb para a França).

2. Antigo império das Índias (Índia, Paquistão, Bangladesh) → Grã-Bretanha = mais ou
menos 2 milhões (a maioria desse fluxo vai para a Inglaterra).

3. Turquia → Alemanha = do Oriente próximo para a Europa o fluxo é mais ou menos 3 milhões (no interior desse fluxo, da Turquia para a Alemanha temos mais ou menos
500 mil).

4. Europa do Leste → Europa Ocidental = mais ou menos 3 milhões.

5. Índia – Paquistão → países petroleiros do Oriente Médio = 7,5 milhões.

6. América do Sul e Central → EUA = 8,5 milhões.
Leitura e análise de imagens

Página 8

1. Em relação ao passado, o fluxo de imigrantes no mundo ampliou-se. O exemplo maior é o dos EUA, que no passado já foi destino de muitos imigrantes, porém, agora, após uma queda em meados do século XX, houve uma enorme aceleração, cuja maior responsabilidade é da entrada de imigrantes do México para os EUA, assim como da América Central.

2. As linhas históricas de fluxos de imigrantes em relação aos EUA e à Europa Ocidental revelam uma grande aceleração dos fluxos imigratórios no mundo, embora haja ainda uma grande dificuldade para o imigrante no mundo contemporâneo, diferentemente da facilidade com que as mercadorias circulam nesse mesmo mundo.

3. O gráfico mostra que os fluxos estavam diminuindo até a altura da Segunda Guerra nos EUA e na Europa, no entanto após esse período essa situação se transforma radicalmente. Isso justamente associado ao desenvolvimento das tecnologias de transporte, assim como as novas necessidades de trabalhadores na Europa e nos EUA provocadas pelas transformações econômicas e por mudanças demográficas.

4. Para os EUA os dois principais fluxos vêm dos seus vizinhos ao Sul, em especial do México, assim como da América Central. Para a Europa Ocidental vem da Europa do Leste e do Oriente Médio.

5. Tendo em conta esses dois casos é possível notar uma inversão. A Argentina como destino é uma realidade até o começo do século XX, posteriormente haverá uma queda importante e atualmente os argentinos compõem em quantidades relativamente importantes os fluxos de imigrantes que saem da América do Sul para a América do Norte e para a Europa Ocidental. No caso da Europa Ocidental, de área emissora no começo do século XX, agora é um dos principais destinos de imigrantes de todas as partes do mundo.

6. Certamente, a participação de imigrantes no total da população vai aumentar, visto o tamanho dos fluxos de imigrantes que o país recebe. Em especial de hispanos americanos, que já formam nos EUA uma comunidade de grande peso, e quase uma segunda língua.

PESQUISA EM GRUPO

Página 10
Do Magreb para a Europa Ocidental constata-se a existência de 3 milhões de imigrantes no final do século XX. Eles são dessa área do norte da África (o Magreb é constituído por Marrocos, Saara Ocidental, Tunísia e Argélia, países com fortes ligações com a França, em razão, por exemplo, de situação anterior de colonizados, como no caso da Argélia) e se dirigiram à França, onde marcam muita presença em especial no sul daquele país. Os países de onde saem os imigrantes, nesse caso, são países que acumulam muitos problemas econômicos e políticos. A organização dos imigrantes do Magreb na França acaba favorecendo a atração de vários outros, mesmo porque o país europeu não pode dispensar o papel econômico que esses imigrantes desempenham. A imigração à França (e também um pouco em direção à Itália) de habitantes do Magreb vem desde meados do século XX e, apesar das severas restrições impostas pelos europeus nos anos 1990, essa corrente migratória manteve sua intensidade mesmo na clandestinidade. Um fenômeno semelhante ocorre no fluxo migratório México → EUA. Do México para os EUA são 10,3 milhões de imigrantes, muitos dos quais não são legalizados, pois atravessam a fronteira clandestinamente. Eles não possuem passaporte, o que lhes dá no interior dos EUA uma condição de vida bastante problemática. Os dois exemplos citados tratam de processo migratório favorecido pela proximidade geográfica, é um fenômeno de vizinhança. No entanto, há outras correntes migratórias que implicam grande deslocamento do migrante, como no caso de asiáticos em direção à América do Norte, cujo fluxo é de cerca de 5 milhões de migrantes. Isso somente é possível em vista da“diminuição das distâncias geográficas”produzida pelo desenvolvimento dos meios de transportes, pelo aumento das velocidades. A mesma situação pode ser aplicada à imigração de brasileiros à Europa e ao Japão (exemplo tratado anteriormente). Esse é um breve modelo do tipo de arrazoado que se pode fazer a respeito dos fluxos migratórios.

LIÇÃO DE CASA

Página 11

1. Espera-se que essa redação individual seja a oportunidade para a realização de uma síntese que utilize os vários elementos que foram trabalhados na Situação de Aprendizagem. A ideia é que o estudante não repita simplesmente números e informações, mas faça análises, dê opiniões, tire conclusões. São dois temas e é importante fazer o aluno focar em um deles. Caso ele escolha o primeiro tema (A mudança das distâncias geográficas), deverá tratar do aumento da mobilidade do seres humanos, das informações e das mercadorias. Deverá mostrar consciência sobre os novos meios que estruturam o espaço alterando as distâncias, quer dizer: alterando o valor das distâncias para os grupos humanos do presente. O que já foi muito longe pode estar bem mais perto. No processo de argumentação o estudante deve ser orientado para o uso adequado de informações que ele pode obter nos materiais fornecidos na própria Situação de Aprendizagem (mapas, gráficos, quadros) quanto pode obtê-las em outros materiais (como em seus livros didáticos). Se escolher o segundo tema, os procedimentos serão os mesmos, mas o foco deve ser dirigido às motivações dos processos migratórios, em especial aqueles associados às novas facilidades para imigrar e as condições econômicas dos países de origem, assim como as necessidades dos países de destino.

2. Os imigrantes do presente têm maiores facilidades, pois os meios de transporte são mais eficientes e mais baratos. Eles podem migrar para países mais longínquos e trabalhar num país distante do seu e retornar para passar férias. Desse modo, em muitas situações, pode-se considerar que houve uma expansão do mercado de trabalho, que agora ultrapassa fronteiras nacionais. Isso é bastante comum no interior da Europa Ocidental. O imigrante contemporâneo, por essa razão, não perde definitivamente o contato com o país de origem, algo bastante comum com os imigrantes do começo do século XX, que não tiveram a oportunidade de regressar às localidades em que nasceram.

3. Os imigrantes podem ser considerados em certas situações como elementos perturbadores do mercado de trabalho local, pois estariam “roubando” postos de trabalho das populações locais. Esse tipo de sentimento é mais comum nos momentos de crise, tal como este que o mundo vive agora. Com o aumento do desemprego na Europa, no Japão e nos EUA, os imigrantes serão as primeiras vítimas. Por outro lado, por terem, em muitos casos, comportamentos culturais distintos daqueles das comunidades de destino, eles terminam tendo dificuldades de inserção social nos países para onde imigraram. Podem ser alvos de preconceito e racismo. Por vezes, migram mesmo na ilegalidade e as dificuldades que deverão ser enfrentadas vão se ampliar. No mundo contemporâneo as facilidades para a imigração são maiores, mas admitir a imigração como natural e como algo não traumático está ainda muito longe de ocorrer. O mesmo não se dá com os bens que circulam no mundo.

4. O autor Milton Santos mostra-se cético em relação às facilidades geradas pelo aumento das velocidades. Acha um delírio nos referirmos ao encurtamento da distâncias (com o tempo suprimindo o espaço), visto que essa realidade apenas
beneficia minorias. Não são muitos os habitantes do mundo que estão usufruindo dessas condições e nesse sentido haveria desigualdade no acesso à nova mobilidade humana. Certamente desigualdade há, mas não são tão poucos os que se beneficiam direta ou indiretamente dessa nova mobilidade.

5. A migração clandestina aumenta, porque embora os países procurados não tenham disposição social para a legalização dos imigrantes (não querem lhes dar cidadania e todos os direitos decorrentes, o que implica na aplicação de recursos públicos), do ponto de vista econômico, acaba sendo vantajosa a exploração do trabalho desses imigrantes. Em razão de sua condição de ilegal terminam aceitando baixos salários e jornadas desumanas. Apesar disso, muitos admitem passar temporadas nessas condições e depois planejam voltar a seus países de origem com novos recursos.

6. Alternativa b. A imigração se acelerou mais devido ao aumento da mobilidade humana, às novas condições para essa mobilidade, do que propriamente pela maior tolerância ao imigrante como as outras alternativas sugerem. Embora seja possíve prever que essa tolerância vai terminar se impondo, visto que o processo de imigração permanecerá e as sociedades nacionais vão terminar se habituando, mesmo que para tal ainda assistirmos a uma fase de ocorrência de conflitos.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM A GLOBALIZAÇÃO E AS REDES GEOGRÁFICAS
Leitura e análise de Imagem
Página 15

1. Trata-se de um mapa que pode ser designado como uma representação ordenada. Ele faz uso da variável visual valor. Nesse caso as diferentes tonalidades do marrom. Quanto mais escura a tonalidade maior a presença (a participação) do fenômeno representado. Ao lado do mapa aparece um gráfico quantitativo que faz uso da variável visual tamanho (quanto maior o círculo, maiores volumes quantitativos do fenômeno representado).

2. Sim, é possível. Imediatamente nossos olhos vão nos dizer que onde o marrom é mais intenso o fenômeno é mais intenso. Existe (e deve existir) uma correspondência direta entre a variável visual valor e o fenômeno representado. É fácil perceber qu países como EUA, Canadá, Japão, Austrália e alguns da Europa Ocidental têm uma participação grande do fenômeno representado.

3. No continente africano, Angola (mas, nesse continente são vários os países); no continente sul-americano, Paraguai; na Ásia Bangladesh etc.

4. Sim, trata-se de um mapa para ver. Ele forma uma imagem única da geografia do fenômeno representado. Nota-se claramente onde estão os países do mundo que tê maior participação de internautas no conjunto da população. E onde essa participação é pequena. Percebe-se a grande desigualdade e a lógica da distribuição do fenômeno, que também tem um padrão que diferencia o Sul do Norte.

5. Sim, é possível afirmar que o mundo está mais presente em cada lugar. Os usuários da internet (indivíduos e instituições) superam por meio desse meio de comunicação as fronteiras, as barreiras das escalas geográficas mais restritas. Desse modo, integram-se grupos humanos e negócios numa escala mais ampla, na escala global. A despeito dessa possibilidade isso se dá de modo desigual em termos geográficos, como o mapa dos usuários demonstra.

6. Não é novidade. Já foi apresentado noutros cadernos e discutido no volume 1 desta série. Trata-se de uma anamorfose, uma forma de representação que tem a finalidade de realçar nas próprias medidas do mapa outros fenômenos. Assim, não é um mapa baseado nas medidas do terreno e sim baseado nas medidas dos fenômenos que quer representar.

7. O continente africano e a América do Sul estão com suas extensões diminuídas de forma bem evidente.

8. Os EUA (na América do Norte) estão com sua extensão alterada em relação às medidas do terreno para bem mais, do mesmo modo que o Japão e vários países da Europa Ocidental.

9. O mapa em questão está representando o número de computadores pessoais por país. Num país como os Estados Unidos esse volume é muito grande e isso está expresso no mapa cuja extensão foi calculada em relação a esse número de computadores. Inversamente, se no continente africano esse número é bem mais baixo, isso vai diminuir a extensão desse bloco continental no mapa.

10. Diferentemente de uma anamorfose, os mapas que fazem uso da métrica territorial representam, na medida do possível (visto que há as deformações ocasionadas pelas projeções), os tamanhos dos terrenos dos blocos continentais, por exemplo. São mapas adequados para a localização, algo a que não se presta uma anamorfose.

11. A métrica empregada foi o número de computadores pessoais por país. Assim, as extensões no mapa foram calculadas.

12. No mapa ordenado (Internautas, 2005, acompanhado do gráfico Internautas, 1991- 2006) apresentado anteriormente a situação dos EUA encontra-se na faixa de 87,7 internautas em cada 100 habitantes, enquanto a África continental tem a maioria dos países com 0,19 internautas num grupo de 100 habitantes. Não chega a 1 computador.

13. Na anamorfose os EUA ficam imensos enquanto o continente quase desaparece.

14. Como foi dito, ele quase desaparece, o que indica a baixa conexão daquele continente, de seus povos, de seus indivíduos com um mundo mais amplo, com outras escalas geográficas.

15. A situação é melhor que na África, obviamente, e isso é bem visual. Mas a diminuição do tamanho convencional do continente indica um nível de conexão bem abaixo de outras situações, como o Japão, por exemplo.

16. Tanto na anamorfose quanto na representação ordenada o Brasil aparece numa situação intermediária. Tanto que na anamorfose ele não é tão diminuído. Mas, ainda assim, é uma situação de baixa conexão.

17. Sim, é possível. Visualmente a anamorfose nos dá fortemente essa imagem de um Hemisfério Norte bem alargado, com um volume elevado de computadores pessoais por países. E justamente nessa posição geográfica encontra-se a maioria dos países desenvolvidos, tais como aqueles da Europa Ocidental, os EUA e o Japão.

18. A internet é uma rede baseada na informática que permite a circulação e o armazenamento de informação digitalizada de instituições e indivíduos. Seu uso vai desde o profissional até o relacionamento pessoal. Por seu intermédio, pode se conectar qualquer um que tenha acesso a um computador e aos sinais de transmissão. Atualmente, conta-se em centenas de milhões os internautas do mundo. É um meio de transação mundial, que supera as fronteiras nacionais, que na internet não fazem sentido. Um breve roteiro complementar de questões vai ajudá-lo a sedimenta o conceito de rede.

Página 19

1. A figura visual de uma rede é de fios trançados em nós. Dito de outro modo: linhas e pontos de conexão (nós).

2. Sim, isso é nítido. As redes de transportes urbanos oferecem bons exemplos. No caso
dos ônibus, temos as linhas de ônibus com vários pontos de paradas e pontos finais (estações na verdade). A esses pontos finais podem estar articuladas outras linhas de
ônibus que têm diversos outros pontos. No final, a ideia é que essas redes cubram boa parte do território de uma cidade. O mesmo pode ser dito das redes ferroviárias (metrô, trens de superfície etc.)

3. Sem dúvida. Embora as ligações e as linhas sejam múltiplas quanto às suas tecnologias (rede telefônica, rádio e redes de cabo de televisão), podemos imaginar linhas e pontos que são áreas comuns, cujo acesso é geral. É, claramente, uma rede.

LIÇÃO DE CASA
Página 20

1. A internet é um meio de informação (transmite informações) e de comunicação (áreas de interação, de troca de mensagens etc). A circulação das mensagens se dá instantaneamente. Desse modo, uma mensagem emitida agora no Brasil será acessada quase ao mesmo tempo no Japão. Isso muda de forma revolucionária a velocidade das relações humanas, algo inimaginável no começo do século XX, por exemplo.

2. Na internet circulam informações. Mas dizer isso é muito pouco. Na verdade seria melhor se referir a materiais digitais. Um livro pode ser digitalizado (transformado em informação eletrônica) e circular na internet. Do mesmo modo imagens e sons. Quer dizer: uma gama enorme de informações é a matéria-prima essencial da internet.

3. São, sem dúvida, importantes. Estão mudando a face da humanidade. Não apenas porque têm valor econômico (não há hipótese de empresas de qualquer porte ficarem distante da rede, para divulgar suas atividades e até comercializar seus produtos e serviços), mas porque têm mudado a face da economia. Muitos bens que antes só eram acessíveis por transação econômica, atualmente são acessíveis por “compartilhamento” de materiais digitais, uma transação não econômica. Muitas mudanças em andamento estão por ser entendidas.
4. Não resta dúvida. Muito do poderio e desenvolvimento econômico passa pelo acesso e pela capacidade de expandir o acesso à rede a públicos mais amplos. Mas, também, muito do poderio que pode fazer frente às forças econômicas tradicionais se organizam e se fortalecem na rede mundial de computadores.

5. Está claro que os benefícios às relações humanas trazidos pela diminuição das distâncias se concretizam com o acesso aos meios de comunicação e transportes contemporâneos. E isso ainda está longe de estar democratizado e, certamente, um “mundo melhor” passa por essa democratização. E não há dúvida de que a internet é um dos ingredientes desse processo de encurtamento das distâncias e do horizonte interativo mais digno para o ser humano.

6. Nessa exposição necessariamente pessoal do estudante espera-se (e para isso ele deve ser orientado – antes ou depois conforme a avaliação do professor) que ele consig integrar o conjunto de informações e raciocínios desenvolvidos na Situação de Aprendizagem para aumentar a sua percepção de um mundo cujas relações são cada vez mais interescalares. Quer dizer: nossas realidades locais estão influenciadas e articuladas a relações de outras escalas, inclusive a mundial. Nunca o mundo esteve tão presente em nossas vidas. O importante é estimular o aluno a usar recursos próprios que se manifestem em seu cotidiano na argumentação.

PESQUISA EM GRUPO
Página 21

1. O objetivo é que eles chegarr ao termo multinacional, largamente utilizado, e se deparem com um concorrente forte atualmente: transnacional. Agora as multinacionais estão sendochamadas de corporações transnacionais.

2. Empresa não é muito diferente de corporação. Esse último termo está na moda. Agora se fala em mundo corporativo. Talvez, possa se admitir que corporação revele empresário, mas há uma corporação de acionistas. Por sua vez, os prefixos multi e trans realmente têm significados diferentes: multinacional → aquilo que está em vários países; transnacional → aquilo cuja natureza está acima dos países.

3. Tanto empresa multinacional quanto corporação transnacional são termos que expressam algo que é mais poderoso que uma empresa nacional. Essa última possui uma área de atuação menor, mais restrita, um mercado único, que se for pobre, por exemplo, vai influenciar os destinos da empresa nacional.

Leitura e Análise de Texto
Página 22

1. Elas aparecem como agentes de grande importância na estruturação desse processo de criação e ampliação da escala global, que se convencionou denominar globalização. Aparecem, inclusive, como criadoras de configurações espaciais em rede geográfica, que são malhas globais, na verdade são os espaços da globalização.

2. Não são os espaços nacionais em si. São pontos de redes geográficas que se organizam em escala mundial, que se encontram nos territórios nacionais, mas que se relacionam mais intensamente com outros pontos da rede do que com os territórios nos quais estão inseridos.

Leitura e Análise de Texto

Página 23
O geógrafo Milton Santos está mencionando a importância que tem para uma corporação transnacional a velocidade da circulação de informação e de bens. Afinal, elas atuam na escala mundial, e para elas o mundo é (e precisa ser) pequeno, com as distâncias encurtadas. Para atingir tal objetivo essas empresas atuam para preparar os pontos de rede com o máximo de tecnologia para acelerar as relações. Atuam junto aos Estados nacionais e esses, com o objetivo de atrair essas empresas, terminam investindo nessa instrumentalização dos pontos de rede nos territórios nacionais.
Leitura e Análise de Imagem

Página 23

1. A seta indica os fluxos e suas direções.

2. Como as setas têm cores diferentes, elas terminam indicando fluxos de tipos diferentes. A relação é direta: cores diferentes → fluxos diferentes.

3. Esse mapa pode ser caracterizado como um mapa qualitativo de fluxos, isso porque ele representa fluxos diferenciados (de objetos diferentes). Mapas que diferenciam os fenômenos representados são mapas qualitativos.

4. Estamos diante de uma rede geográfica de uma empresa transnacional que atua no ramo automobilístico. Distribuído em sua rede encontra-se o seu sistema produtivo que se organiza em vários países do Sudeste Asiático. Cada ponto de rede é especializado, e nenhum constrói os automóveis integralmente. Na verdade, os pontos se complementam, embora eles se encontrem em diversos países.

5. Justamente porque há essa evidente complementaridade entre os pontos. As peças da indústria que circulam de um país a outro podem aparecer nas estatísticas, como exportação e importação desses países, mas na verdade trata-se de uma circulação no interior da rede da empresa, que por vezes não influencia as atividades econômicas comuns desses países.

6. A palavra montadora é uma indicadora das estratégias produtivas de várias corporações industriais transnacionais. Organizadas em rede, cujos pontos são especializados, em algum momento o produto final deve aparecer, deve ser montado. Um dos pontos da rede especializa-se na montagem reunindo os componentes que vêm de vários pontos da rede geográfica.

7. A filial montadora, o ponto de rede responsável pela montagem, complementa o processo produtivo. Nem sempre a produção das peças se dá apenas por unidades da empresa automobilística. Muitos dos elementos são terceirizados. No Brasil existem de fato muitas empresas automobilísticas que aqui instalaram unidades responsáveis pela montagem de componentes que vêm de várias partes de sua rede e também de produtores terceiros.

8. Fica bem claro. Ela é uma transnacional, quer dizer que usa um conjunto de Estados nacionais para instalar unidades de sua rede geográfica, esse seu verdadeiro espaço.
Qual a nacionalidade de uma empresa transnacional cuja sede geográfica é sua rede espacial? De fato, muito dessas empresas já têm interesses e ações que ultrapassam qualquer identidade de tipo nacional. São empresas transnacionais.


PESQUISA EM GRUPO
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1. O objetivo é que eles chegarr ao termo multinacional, largamente utilizado, e se deparem com um concorrente forte atualmente: transnacional. Agora as multinacionais estão sendochamadas de corporações transnacionais.

2. Empresa não é muito diferente de corporação. Esse último termo está na moda. Agora se fala em mundo corporativo. Talvez, possa se admitir que corporação revele empresário, mas há uma corporação de acionistas. Por sua vez, os prefixos multi e trans realmente têm significados diferentes: multinacional → aquilo que está em vários países; transnacional → aquilo cuja natureza está acima dos países.

3. Tanto empresa multinacional quanto corporação transnacional são termos que expressam algo que é mais poderoso que uma empresa nacional. Essa última possui uma área de atuação menor, mais restrita, um mercado único, que se for pobre, por exemplo, vai influenciar os destinos da empresa nacional.

Leitura e Análise de Texto
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1. Elas aparecem como agentes de grande importância na estruturação desse processo de criação e ampliação da escala global, que se convencionou denominar globalização. Aparecem, inclusive, como criadoras de configurações espaciais em rede geográfica, que são malhas globais, na verdade são os espaços da globalização.

2. Não são os espaços nacionais em si. São pontos de redes geográficas que se organizam em escala mundial, que se encontram nos territórios nacionais, mas que se relacionam mais intensamente com outros pontos da rede do que com os territórios nos quais estão inseridos.

Leitura e Análise de Texto

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O geógrafo Milton Santos está mencionando a importância que tem para uma corporação transnacional a velocidade da circulação de informação e de bens. Afinal, elas atuam na escala mundial, e para elas o mundo é (e precisa ser) pequeno, com as distâncias encurtadas. Para atingir tal objetivo essas empresas atuam para preparar os pontos de rede com o máximo de tecnologia para acelerar as relações. Atuam junto aos Estados nacionais e esses, com o objetivo de atrair essas empresas, terminam investindo nessa instrumentalização dos pontos de rede nos territórios nacionais.
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Página 23

1. A seta indica os fluxos e suas direções.

2. Como as setas têm cores diferentes, elas terminam indicando fluxos de tipos diferentes. A relação é direta: cores diferentes → fluxos diferentes.

3. Esse mapa pode ser caracterizado como um mapa qualitativo de fluxos, isso porque ele representa fluxos diferenciados (de objetos diferentes). Mapas que diferenciam os fenômenos representados são mapas qualitativos.

4. Estamos diante de uma rede geográfica de uma empresa transnacional que atua no ramo automobilístico. Distribuído em sua rede encontra-se o seu sistema produtivo que se organiza em vários países do Sudeste Asiático. Cada ponto de rede é especializado, e nenhum constrói os automóveis integralmente. Na verdade, os pontos se complementam, embora eles se encontrem em diversos países.

5. Justamente porque há essa evidente complementaridade entre os pontos. As peças da indústria que circulam de um país a outro podem aparecer nas estatísticas, como exportação e importação desses países, mas na verdade trata-se de uma circulação no interior da rede da empresa, que por vezes não influencia as atividades econômicas comuns desses países.

6. A palavra montadora é uma indicadora das estratégias produtivas de várias corporações industriais transnacionais. Organizadas em rede, cujos pontos são especializados, em algum momento o produto final deve aparecer, deve ser montado. Um dos pontos da rede especializa-se na montagem reunindo os componentes que vêm de vários pontos da rede geográfica.

7. A filial montadora, o ponto de rede responsável pela montagem, complementa o processo produtivo. Nem sempre a produção das peças se dá apenas por unidades da empresa automobilística. Muitos dos elementos são terceirizados. No Brasil existem de fato muitas empresas automobilísticas que aqui instalaram unidades responsáveis pela montagem de componentes que vêm de várias partes de sua rede e também de produtores terceiros.

8. Fica bem claro. Ela é uma transnacional, quer dizer que usa um conjunto de Estados nacionais para instalar unidades de sua rede geográfica, esse seu verdadeiro espaço.
Qual a nacionalidade de uma empresa transnacional cuja sede geográfica é sua rede espacial? De fato, muito dessas empresas já têm interesses e ações que ultrapassam qualquer identidade de tipo nacional. São empresas transnacionais.

PESQUISA EM GRUPO
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Essa pesquisa apresenta um grau de dificuldade médio. A primeira a ser superada é a de ter acesso à internet. Conquistado esse acesso, e o no caso dessa pesquisa proposta não há como substituir essa fonte, o próximo passo é chegar a um site adequado. A sugestão é listar os nomes das grandes transnacionais automobilísticas. Não são muitas e todos os alunos devem conhecê-las, pois na pior das hipóteses conhecem marcas (ou modelos) de automóveis. Depois se deve escolher uma empresa e procurar seu site, algo bem fácil procurando-se em qualquer dos buscadores. Coloca-se o nome e o caminho para o site se abrirá. Navegando no site não será difícil desvendar a estrutura geográfica da empresa. Em primeiro lugar é preciso ficar atento às informações que mostram em quais países há unidades da empresa; em segundo lugar, que atividades essas unidades desenvolvem (ficar atento, especialmente, à distinção entre produtoras de peças e montagem); em terceiro lugar informações complementares (se houver), tais como volumes produzidos, valores etc. Com isso já será possível produzir o mapa. O valor dessa atividade está em exercitar a construção autônoma dos conhecimentos. Os alunos vão recorrer a uma fonte que é definitiva, embora não única e nem substituta de outras. Vão levantar e organizar informações. Vão organizá-las e dar sentido por meio de uma linguagem que permita a visualização espacial da estrutura de uma empresa, de uma instituição construtora da escala mundial. Mesmo que os resultados não sejam totalmente precisos, que haja defeitos de confecção no caminho, o mais importante e valioso é a criação dessa “narrativa visual”. Chegando a algo próprio será uma conquista mais importante do que reproduções corretas de informações padronizadas e estereotipadas que circulam na Geografia escolar.

Leitura e Análise de Imagem
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1. Um condomínio fechado residencial é uma forma coletiva de residência (várias casas ou apartamentos) que se instala num terreno protegido, cercado e vigiado (o fechado tão valorizado do seu nome). Desse modo fica isolado geograficamente do seu entorno. Os moradores desse tipo de residência em geral utilizam automóveis para se locomover, o que os isola ainda mais do bairro onde está instalado o condomínio. Para seu abastecimento frequentam áreas igualmente fechadas. Assim, é bom guardar essa imagem de isolamento, de afastamento dos bairros onde estão localizados.

2. Um shopping center pode ser designado como um condomínio fechado comercial. É também uma área coletiva, com vários estabelecimentos comerciais e de serviços que se instala num terreno protegido, cercado e vigiado. Também se isola espacialmente do seu entorno. Não há shopping que não possua imensos estacionamentos, pois seus principais frequentadores são automobilistas que não andam de transportes coletivos. Do mesmo modo, há aqui a imagem de isolamento, de afastamento dos bairros onde estão localizados (uma parte dos shoppings procura se localizar junto a vias expressas, mas nem sempre isso se dá).

3. Na escala de uma cidade, no seu interior, podem ser encontradas redes geográficas de fato. Os núcleos formados por condomínios fechados e por shoppings centers (também centros empresariais diversos) que encontram na área densa, mas também nas franjas das cidades, em suas zonas periféricas, são os pontos de rede. As linhas são as vias cada vez mais preparadas para o uso automobilístico intenso. Uma cidade como São Paulo tem de fato redes geográficas cortando seu espaço.

Leitura e Análise de Texto
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1. Certamente, uma característica das redes geográficas, tanto uma rede geográfica na escala mundial como a de uma corporação transnacional, quanto uma rede geográfica no interior de uma cidade, é a de possuírem características de “negação” dos territórios do entorno. São fechadas, se relacionam o mínimo necessário com as localidades onde estão instaladas.

2. Os dados mostram o volume de circulação econômica no interior das redes das corporações, e qualquer pesquisa mostraria algo semelhante na circulação econômica no interior de uma rede geográfica no interior de uma cidade como São Paulo, por exemplo.

3. Não significa, por vezes até o contrário. As redes no interior das cidades costumam desagregar e enfraquecer o comércio de rua e também é comum a desvalorização dos
imóveis em razão do aumento do trânsito, do volume grande de áreas de estacionamento etc. Do mesmo modo, uma rede de corporação não tem automaticamente efeitos multiplicadores nas localidades onde se situam. O dado econômico mostra que não é nessas localidades que ela vai realizar grandes investimentos.

4. Faz sentido. Por vezes nega esses territórios (dos bairros, dos países onde estão situadas) e se transforma de fato num concorrente, como no caso citado do shopping.

LIÇÃO DE CASA
Página 30

1. Organizam-se em redes mundiais, isso está claro. Seus números econômicos comprovam essa ação. São montantes impossíveis de se obter na escala nacional. São valores extraídos do mundo inteiro. A sua força vai a ponto de ser capaz de influenciar governos que facilitam sua ação no interior de países.

2. Elas são atores muito importantes na cena internacional e na cena nacional de vários países. Por exemplo: muitos governos nacionais implementam políticas econômicas
visando atrair os capitais das corporações transnacionais para seus territórios. Fazem isso promovendo isenções fiscais (não cobram impostos), oferecendo terrenos, ajudas de infraestrutura (energia mais barata, por exemplo). Desse modo, uma corporaçã transnacional ao se instalar num país passa a ter muito poder de influência sobre os governos. O volume de pessoas empregadas nas empresas transnacionais é bem grande (54 milhões de pessoas) e corresponde à população de países importantes. Considerando 0que as transnacionais são aquelas que utilizam muita tecnologia em seus processos produtivos, e que essas tecnologias dispensam mão de obra, dá para se ter ideia do que são os volumes de produção e serviços gerados diretamente pelas corporações.

3. Alternativa c. O Brasil tem promovido, mais propriamente os Estados, uma série depolíticas de incentivos fiscais para atrair corporações transnacionais de vários ramos industriais. Um caso marcante é o das automobilísticas que se espalharam por Estados sem tradição industrial, com Goiás, por exemplo. Assim, ao contrário das alternativas que indicam dificuldades para ações das corporações transnacionais no Brasil, o país é um bom espaço para a ação dessas instituições.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 OS GRANDES FLUXOS DO COMÉRCIO MUNDIAL E A CONSTRUÇÃO DE UMA MALHA GLOBAL
Para começo de conversa
Página 32

a) Os fluxos de bens materiais e imateriais (mercadorias, pessoas e informações) no mundo contemporâneo circulam em maior intensidade, com muito mais velocidade e por isso alcançam distâncias bem maiores (na verdade encurtando distâncias). Essa situação pode ser designada como de aceleração de fluxos.

b) Alguns dos serviços modernos nas diversas escalas geográficas da vida (local, regional e mundial) se organizam em redes técnicas. Uma rede telefônica é um conjunto de linhas e estações de comutação (os pontos) que se distribui no mundo inteiro. Do mesmo modo, uma rede de abastecimento de água numa cidade, com as áreas de mananciais (estoque de água), as zonas de tratamento, os depósitos regionais (grandes caixas d’água), que são os pontos, e toda a rede de encanamentos (as linhas) por onde a água é bombeada.

c) A mesma lógica de uma rede técnica, porém espaços que se prestam à vida humana numa outra escala. São grupos humanos de moradores, são grandes atividades comerciais, grandes corporações transnacionais que constroem seus espaços em rede, percorrendo territórios com os quais estabelecem relações selecionadas, por vezes negando-os.

d) As corporações transnacionais são grandes conglomerados econômicos que atuam na escala mundial. No mundo contemporâneo adquiriram uma força descomunal. Sua atuação se estrutura em modalidades de espaços, que são verdadeiras redes geográficas. É razoável admitir que essas empresas não possuem mais nacionalidade alguma, que elas transcenderam os espaços nacionais.

PESQUISA EM GRUPO
Página 32
Sobre o mapa: são seis categorias de fluxos: 1. 533 bilhões; 2. 400 bilhões; 3. 300 bilhões; 4. 200 bilhões; 5. 100 bilhões; 6. 50 milhões. A proposta é que se chegue inicialmente à largura de seta de cada uma dessas categorias. É importante ressaltar que todas as setas devem ter a mesma cor. Isso porque elas estão indicando fluxos comerciais e não fluxos diferentes entre si.
533 bilhões → 1 cm
400 bilhões → 0,7 cm
300 bilhões → 0,5 cm
200 bilhões → 0,4 cm
100 bilhões → 0,2 cm
50 bilhões → 0,1 cm
Posteriormente nas localidades citadas deve se buscar um centro. Por exemplo: no caso da América do Sul e Central as setas devem ser direcionadas (e sair) para a altura da Venezuela. O ideal é fazer com lápis um círculo com traço leve no centro da localidade mencionada (da realizarão e nem é preciso destacar o quanto esse processo integral é produtivo na construção do conhecimento.
f) Espera-se que os estudantes sintam a intensidade dos fluxos comerciais que percorrem a escala mundial. E que notem Europa Ocidental, do Oriente Médio) e fazer com que todos os fluxos indicados na tabela cheguem a esses círculos. Mais uma vez, vale ressaltar que o resultado final não precisa ser do ponto de vista estético um primor. Atualmente um mapa como esse se faz com softwares sofisticados e os alunos farão à mão. Contudo, essa experiência é de grande relevância. Enquadra-se no conjunto das capacitações fundamentais, pois sem dúvida o domínio das linguagens visuais aí se enquadra. Na sequência os estudantes vão fazer análises a respeito do que podem ver na construção visual que as desigualdades nesses fluxos, não apenas no número de fluxos (que são mais numerosos entre Europa, América do Norte e Ásia), mas também no volume comercializado, algo notado na largura das setas. Que se imprima em suas retinas a geografia mundial desses fluxos.

2. Os fluxos mais importantes não são necessariamente os que percorrem menores distâncias. O maior dos fluxos – da Ásia para a América do Norte – comprova isso. Esse fato mostra o quanto as distâncias diminuíram, o quanto as diversas realidades se aproximaram. Vale notar, também, que a visão das distâncias anteriores era deformada. Estávamos habituados a ver fluxos para a América do Norte em mapas de projeções centradas no Equador; com isso, na representação os fluxos deveriam percorrer vastos oceanos. Com a projeção Buckminster Fuller a Ásia é bem mais próxima da América do Norte.

3. Não são esses os fluxos dominantes (países desenvolvidos → países subdesenvolvidos). Os dominantes são aqueles entre países desenvolvidos → países desenvolvidos, por exemplo: Europa Ocidental e América do Norte.

4. Destacam-se na Ásia o Japão, grande potência industrial com produtos de boa qualidade com aportes significativos de tecnologia, e a China, com sua maciça produção que deriva de transformações econômicas no regime socioeconômico daquele país, com uso impressionante de mão de obra barata, o que torna seus produtos muito competitivos no mundo. Além disso, outras economias poderosas estão se desenvolvendo, como no caso da Coreia do Sul. Esse extremo oriente da Ásia está se transformando no maior centro industrial do planeta.

Leitura e Análise de Imagem
Página 27

1. Um condomínio fechado residencial é uma forma coletiva de residência (várias casas ou apartamentos) que se instala num terreno protegido, cercado e vigiado (o fechado tão valorizado do seu nome). Desse modo fica isolado geograficamente do seu entorno. Os moradores desse tipo de residência em geral utilizam automóveis para se locomover, o que os isola ainda mais do bairro onde está instalado o condomínio. Para seu abastecimento frequentam áreas igualmente fechadas. Assim, é bom guardar essa imagem de isolamento, de afastamento dos bairros onde estão localizados.

2. Um shopping center pode ser designado como um condomínio fechado comercial. É também uma área coletiva, com vários estabelecimentos comerciais e de serviços que se instala num terreno protegido, cercado e vigiado. Também se isola espacialmente do seu entorno. Não há shopping que não possua imensos estacionamentos, pois seus principais frequentadores são automobilistas que não andam de transportes coletivos. Do mesmo modo, há aqui a imagem de isolamento, de afastamento dos bairros onde estão localizados (uma parte dos shoppings procura se localizar junto a vias expressas, mas nem sempre isso se dá).

3. Na escala de uma cidade, no seu interior, podem ser encontradas redes geográficas de fato. Os núcleos formados por condomínios fechados e por shoppings centers (também centros empresariais diversos) que encontram na área densa, mas também nas franjas das cidades, em suas zonas periféricas, são os pontos de rede. As linhas são as vias cada vez mais preparadas para o uso automobilístico intenso. Uma cidade como São Paulo tem de fato redes geográficas cortando seu espaço.

Leitura e Análise de Texto
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1. Certamente, uma característica das redes geográficas, tanto uma rede geográfica na escala mundial como a de uma corporação transnacional, quanto uma rede geográfica no interior de uma cidade, é a de possuírem características de “negação” dos territórios do entorno. São fechadas, se relacionam o mínimo necessário com as localidades onde estão instaladas.

2. Os dados mostram o volume de circulação econômica no interior das redes das corporações, e qualquer pesquisa mostraria algo semelhante na circulação econômica no interior de uma rede geográfica no interior de uma cidade como São Paulo, por exemplo.

3. Não significa, por vezes até o contrário. As redes no interior das cidades costumam desagregar e enfraquecer o comércio de rua e também é comum a desvalorização dos
imóveis em razão do aumento do trânsito, do volume grande de áreas de estacionamento etc. Do mesmo modo, uma rede de corporação não tem automaticamente efeitos multiplicadores nas localidades onde se situam. O dado econômico mostra que não é nessas localidades que ela vai realizar grandes investimentos.

4. Faz sentido. Por vezes nega esses territórios (dos bairros, dos países onde estão situadas) e se transforma de fato num concorrente, como no caso citado do shopping.


LIÇÃO DE CASA
Página 30

1. Organizam-se em redes mundiais, isso está claro. Seus números econômicos comprovam essa ação. São montantes impossíveis de se obter na escala nacional. São valores extraídos do mundo inteiro. A sua força vai a ponto de ser capaz de influenciar governos que facilitam sua ação no interior de países.

2. Elas são atores muito importantes na cena internacional e na cena nacional de vários países. Por exemplo: muitos governos nacionais implementam políticas econômicas
visando atrair os capitais das corporações transnacionais para seus territórios. Fazem isso promovendo isenções fiscais (não cobram impostos), oferecendo terrenos, ajudas de infraestrutura (energia mais barata, por exemplo). Desse modo, uma corporaçã transnacional ao se instalar num país passa a ter muito poder de influência sobre os governos. O volume de pessoas empregadas nas empresas transnacionais é bem grande (54 milhões de pessoas) e corresponde à população de países importantes. Considerando 0que as transnacionais são aquelas que utilizam muita tecnologia em seus processos produtivos, e que essas tecnologias dispensam mão de obra, dá para se ter ideia do que são os volumes de produção e serviços gerados diretamente pelas corporações.

3. Alternativa c. O Brasil tem promovido, mais propriamente os Estados, uma série depolíticas de incentivos fiscais para atrair corporações transnacionais de vários ramos industriais. Um caso marcante é o das automobilísticas que se espalharam por Estados sem tradição industrial, com Goiás, por exemplo. Assim, ao contrário das alternativas que indicam dificuldades para ações das corporações transnacionais no Brasil, o país é um bom espaço para a ação dessas instituições.


SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 OS GRANDES FLUXOS DO COMÉRCIO MUNDIAL E A CONSTRUÇÃO DE UMA MALHA GLOBAL
Para começo de conversa
Página 32

a) Os fluxos de bens materiais e imateriais (mercadorias, pessoas e informações) no mundo contemporâneo circulam em maior intensidade, com muito mais velocidade e por isso alcançam distâncias bem maiores (na verdade encurtando distâncias). Essa situação pode ser designada como de aceleração de fluxos.

b) Alguns dos serviços modernos nas diversas escalas geográficas da vida (local, regional e mundial) se organizam em redes técnicas. Uma rede telefônica é um conjunto de linhas e estações de comutação (os pontos) que se distribui no mundo inteiro. Do mesmo modo, uma rede de abastecimento de água numa cidade, com as áreas de mananciais (estoque de água), as zonas de tratamento, os depósitos regionais (grandes caixas d’água), que são os pontos, e toda a rede de encanamentos (as linhas) por onde a água é bombeada.

c) A mesma lógica de uma rede técnica, porém espaços que se prestam à vida humana numa outra escala. São grupos humanos de moradores, são grandes atividades comerciais, grandes corporações transnacionais que constroem seus espaços em rede, percorrendo territórios com os quais estabelecem relações selecionadas, por vezes negando-os.

d) As corporações transnacionais são grandes conglomerados econômicos que atuam na escala mundial. No mundo contemporâneo adquiriram uma força descomunal. Sua atuação se estrutura em modalidades de espaços, que são verdadeiras redes geográficas. É razoável admitir que essas empresas não possuem mais nacionalidade alguma, que elas transcenderam os espaços nacionais.


PESQUISA EM GRUPO
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Sobre o mapa: são seis categorias de fluxos: 1. 533 bilhões; 2. 400 bilhões; 3. 300 bilhões; 4. 200 bilhões; 5. 100 bilhões; 6. 50 milhões. A proposta é que se chegue inicialmente à largura de seta de cada uma dessas categorias. É importante ressaltar que todas as setas devem ter a mesma cor. Isso porque elas estão indicando fluxos comerciais e não fluxos diferentes entre si.
533 bilhões → 1 cm
400 bilhões → 0,7 cm
300 bilhões → 0,5 cm
200 bilhões → 0,4 cm
100 bilhões → 0,2 cm
50 bilhões → 0,1 cm
Posteriormente nas localidades citadas deve se buscar um centro. Por exemplo: no caso da América do Sul e Central as setas devem ser direcionadas (e sair) para a altura da Venezuela. O ideal é fazer com lápis um círculo com traço leve no centro da localidade mencionada (da realizarão e nem é preciso destacar o quanto esse processo integral é produtivo na construção do conhecimento.
f) Espera-se que os estudantes sintam a intensidade dos fluxos comerciais que percorrem a escala mundial. E que notem Europa Ocidental, do Oriente Médio) e fazer com que todos os fluxos indicados na tabela cheguem a esses círculos. Mais uma vez, vale ressaltar que o resultado final não precisa ser do ponto de vista estético um primor. Atualmente um mapa como esse se faz com softwares sofisticados e os alunos farão à mão. Contudo, essa experiência é de grande relevância. Enquadra-se no conjunto das capacitações fundamentais, pois sem dúvida o domínio das linguagens visuais aí se enquadra. Na sequência os estudantes vão fazer análises a respeito do que podem ver na construção visual que as desigualdades nesses fluxos, não apenas no número de fluxos (que são mais numerosos entre Europa, América do Norte e Ásia), mas também no volume comercializado, algo notado na largura das setas. Que se imprima em suas retinas a geografia mundial desses fluxos.


2. Os fluxos mais importantes não são necessariamente os que percorrem menores distâncias. O maior dos fluxos – da Ásia para a América do Norte – comprova isso. Esse fato mostra o quanto as distâncias diminuíram, o quanto as diversas realidades se aproximaram. Vale notar, também, que a visão das distâncias anteriores era deformada. Estávamos habituados a ver fluxos para a América do Norte em mapas de projeções centradas no Equador; com isso, na representação os fluxos deveriam percorrer vastos oceanos. Com a projeção Buckminster Fuller a Ásia é bem mais próxima da América do Norte.

3. Não são esses os fluxos dominantes (países desenvolvidos → países subdesenvolvidos). Os dominantes são aqueles entre países desenvolvidos → países desenvolvidos, por exemplo: Europa Ocidental e América do Norte.

4. Destacam-se na Ásia o Japão, grande potência industrial com produtos de boa qualidade com aportes significativos de tecnologia, e a China, com sua maciça produção que deriva de transformações econômicas no regime socioeconômico daquele país, com uso impressionante de mão de obra barata, o que torna seus produtos muito competitivos no mundo. Além disso, outras economias poderosas estão se desenvolvendo, como no caso da Coreia do Sul. Esse extremo oriente da Ásia está se transformando no maior centro industrial do planeta.


LIÇÃO DE CASA
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1. Da América do Sul e Central para América do Norte verifica-se um fluxo de 100 bilhões de dólares. Não está entre os maiores fluxos comerciais, e isso fica claro visualmente. Aliás, essa região (a América do Sul e Central) participa pouco dos fluxos mundiais. Mas, especificamente esse em direção à América do Norte termina sendo maior que o inverso (da América do Norte para América do Sul e Central). A América do Norte compra muito petróleo da Venezuela e bens agrícolas do Brasil e da Argentina, ao passo que na América do Sul e Central não se importa tantos produtos dos americanos do norte. Porém, é preciso notar que há uma significativa produção de bens industriais de corporações transnacionais que têm origem nos EUA na América do Sul e Central. Os fluxos comerciais não dizem tudo sobre as lógicas entre as regiões. Do Oriente Médio para a Ásia registra-se um fluxo de 200 bilhões de dólares. Esse valor é constituído fundamentalmente pelo grande bem de exportação do Oriente Médio: o petróleo. A Ásia não é uma região em que esse meio energético natural esteja disponível, daí sua condição de importadora de petróleo. Qualquer um dos fluxos pode ser objeto de pequenas pesquisas. Esse tipo de ação vai familiarizando o estudante com a escala mundial, uma dimensão essencial de nossas vidas.

2. Não. Não se pode afirmar. Ele é ainda o grande protagonista desse comércio. Mas, especialmente como comprador. Os maiores fluxos do mundo dirigem-se a seu território. Da Ásia e da Europa Ocidental são quase 1 trilhão de dólares, valor difícil de imaginar. Esse valor serve para demonstrar por que a economia americana pesa na economia mundial e na crise atual. Se eles são os grandes compradores e agora estão em crise, obrigam todas as áreas do mundo a produzir menos, a lucrar menos. Mas, os EUA também são grandes produtores, embora estejam perdendo lugar como exportadores.


3. Alternativa a. De fato a América do Sul (e Central) exporta bens agrícolas e outros bens primários e os EUA são grandes consumidores desses bens vindos de todas as partes do mundo. No interior desse fluxo inclui-se o petróleo venezuelano. A alternativa b está errada, porque os EUA não compram petróleo brasileiro nem somos, ainda, exportadores importantes desse recurso energético.

4. Alternativa d. O Extremo Oriente atualmente é o grande centro produtor industrial do mundo. Seus bens são encontrados por todas as partes do mundo. A crise econômica que começou nos EUA vai afetar essa economia, em grande medida voltada para a exportação.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 REGULAMENTAR OS FLUXOS ECONÔMICOS NA ESCALA MUNDIAL: É POSSÍVEL ENCONTRAR UM BEM COMUM
Para começo de conversa
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1. Uma das forças fundamentais da denominada ordem mundial são os Estados-nação, os países. As grandes corporações transnacionais também são forças significativas. Sabemos que os países possuem forças diferentes para atuar no cenário mundial. Os EUA são uma superpotência, alguns países europeus são potências, assim como alguns outros da Ásia. Essas potências diferentes implicam em desigualdade (alguns impõem seus interesses) nas trocas comerciais internacionais e em suas regras. Por isso, não se pode analisar o cenário econômico internacional como uma rede de relações harmoniosa e justa por definição. Os conflitos são vários.

2. No relacionamento entre os países a referência fundamental que cada governo leva em conta é o seu público interno, os interesses do seu país. O outro governante estará fazendo o mesmo. Não há um bem comum geral. Isso é algo não construído. Há o bem de cada país que não é o mesmo do outro.


3. Não, os fluxos comerciais entre os países não ocorrem livremente. Eles sofrem várias restrições conforme a situação. Se os governos querem proteger os industriais de seu país, por exemplo, eles “impõem impostos” aos bens industriais vindos de outros países, o que vai torná-los mais caros. Essas medidas são conhecidas como protecionismo e já geraram enormes conflitos, que chegaram mesmo à situação de confrontos bélicos. 4. Os fluxos comerciais já geraram grandes conflitos entre os países. Desacordo com relação a preços, a concorrência desleal, o uso de mão de obra barata são exemplos. Em reação, muitos países adotaram medidas protecionistas que, por sua vez, geram novos conflitos. No Brasil, os fluxos comerciais estrangeiros já foram (e são) alvos constantes de discussão. Uma parte importante do século XX foi marcada por uma restrição muito grande aos bens industriais estrangeiros, mais recentemente as restrições se abrandaram. Há muitos que pensam que isso fez mal ao Brasil, outros que isso foi um bem. É uma discussão complexa.

Leitura e Análise de Texto
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1. Trata-se do Banco Mundial. Congrega recursos de várias partes do mundo e eles são utilizados para financiar programas de importância social em países que possuem carências (educação, saúde, promoção social e profissional etc).

2. Trata-se do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele procura socorrer crises econômicas, situações de descontrole inflacionário (de desvalorização das moedas) etc. Recomenda para tal ações governamentais que seguem suas orientações. A questão é que estamos agora vivendo um período de crise econômica mundial, e muitos analistas admitem que as orientações do FMI de política econômica estão entre as responsáveis pelo agravamento da crise.


4. Barreiras alfandegárias são, na verdade, as restrições, tais como impostos elevados, exigências severas quanto às condições das mercadorias (certificados de saúde, de origem do trabalho realizado – por exemplo, pode haver barreiras alfandegárias a mercadorias que tenham usado mão de obra infantil, etc).

5. Trata-se da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ela atua para que o fluxo comercial entre os países seja regulado por acordos e regras gerais, visando a eliminação de barreiras alfandegárias impostas isoladamente pelos países, que sem coordenação e negociação mais amplas são geradoras de conflitos.

PESQUISA EM GRUPO
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2. Respostas curtas que vão ajudar a identificar as chaves de interpretação do texto
a) Na realidade, as desigualdades são muito grandes, o que pode ser constatado no mapa de fluxos comerciais no mundo.
b) Com certa igualdade econômica seria mais fácil chegar-se a tratados que visassem o bem comum. A desigualdade econômica gera interesses tão distintos que negociar acordos e tratados se transforma em tarefa mais espinhosa. Como uma nação muito mais poderosa que outras vai admitir abrir mão de interesses, se ela tem muito poder e a tentação em não ceder, em não compreender, é grande?. De todo modo há avanços nos tratados, regulando melhores os protecionismos. Mas há ainda muito o que fazer.
c) Parte importante da ação dos países na cena internacional ainda é movida pela lógica geopolítica. Quer dizer: na defesa dos interesses de cada país, vale, se for preciso, chegar à guerra. Os interesses dos países são soberanos e sempre superiores aos dos outros países. Com algo assim prevalecendo chegar aos conflitos, inclusive à guerra, é uma decorrência lógica. No entanto, pode-se identificar no horizonte a construção de novas possibilidades de relações internacionais, mais baseadas na política, nas decisões democráticas, nos tratados etc. De certo modo, está se construindo uma alternativa à geopolítica.


d) Há uma lógica imperando nas relações entre os países. Cada país somente leva em consideração seus próprios interesses, e está admitido como legítimo que nessa defesa ele pode chegar à guerra. O mundo funcionou assim e funciona ainda, em certa medida. Mas há mudanças no horizonte, e as instituições internacionais que organizam negociações e ajudas são indicativas disso.

3. Outra chave interpretativa
a) As motivações estão vinculadas aos graves conflitos que marcaram o século XX. Nas próprias primeiras declarações oficiais do GATT a afirmação que seu principal objetivo era evitar as guerras ficou nítida e que por isso se combateria o protecionismo.
b) Sem dúvida, há uma relação clara entre as relações comerciais (econômicas) e a geopolítica, pois graves conflitos (e estratégias geopolíticas mais amplas) estiveram vinculados aos interesses econômicos.
c) O protecionismo é a política de um país que claramente cria barreiras alfandegárias para proteger os produtores internos, por exemplo. Isso aparece como um ato hostil aos produtores e comerciantes estrangeiros, e por isso há aí, por definição, um componente conflituoso.
d) O ato de proteger seus mercados, seus produtores, pode parecer um ato defensivo contra a ação econômica de estrangeiros. No entanto, essa ação pode aparecer como um ato hostil contra o estrangeiro, mesmo porque é sempre provável que qualquer país protecionista já se sentiu hostilizado pelo protecionismo de outro.
e) Sem dúvida, as ações contemporâneas da União Europeia e dos EUA subsidiando seus produtores agrícolas para baratear seus produtos prejudicam as exportações dos países emergentes. Isso contraria os pressupostos filosóficos das organizações de escala mundial que agem para criar instâncias democráticas de decisão. Esse tipo de ação demonstra o quanto é difícil chegar a horizontes de bem comum.


) A despeito do protecionismo e de todos os conflitos que podem surgir nas relações comerciais internacionais, interessa às empresas, e às políticas econômicas dos países, estimular as atividades econômicas na escala global. Evidentemente, desse modo se tem acesso a mercados maiores, a negócios mais diversificados, a novos recursos tecnológicos etc. A força econômica vem disso e não da atuação em escalas geográficas mais restritas.
g) As atividades econômicas se fortalecem com mercados de escala mais ampla que a nacional. As empresas mais poderosas e os países mais ricos atuam para fortalecer suas economias nessa direção. No entanto, esse movimento se choca com os interesses nacionais, e é realmente uma fonte muito séria de conflitos. Essa é uma chave importante de interpretação do texto proposto e da ordem mundial.


Desafio!
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Nessa proposição trabalham-se duas situações hipotéticas e os alunos são convidados a tomar decisões que envolvem a questão do protecionismo. Não se fala em Brasil e sim em países imaginários. Isso favorece pensar na questão sem se deixar envolver por nacionalismos. Favorece pensar na questão friamente. O importante é o professor chamar a atenção do estudante para que uma medida protecionista que seja boa para um país, pode num segundo momento gerar como reação de outro país uma medida protecionista que será ruim. Isso serve para entender que é preciso enxergar mais longe do que apenas sobre os interesses imediatos. É preciso fazer concessões para se encontrar um bem comum na cena internacional, que deverá deixar de ser uma arena de lutas para ser um cenário de acordos e tratados. A grande dificuldade é a transição da política nacional de uma sociedade, para uma política internacional. Como um governo se justifica junto a seus eleitores que tomou decisões na esfera internacional que não atendam seus interesses imediatos? Esse é o pano de fundo que está pressuposto nesse desafio. Em termos operacionais é importante que os grupos construam respostas próprias, que eles entendam claramente o que está sendo pedido e o professor deve se assegurar disso. E também que os alunos sejam alertados que as decisões não se encerram nelas mesmas, elas implicam em consequências noutros momentos. Outra coisa fundamental é procurar socializar os resultados dos grupos para toda a classe e estimular o debate. Um debate sem ressentimento é algo difícil de ser obtido. Divergências em nossa cultura e no ambiente escolar se confundem com ofensas pessoais. O que é uma fragilidade de nossa sociabilidade, de nossa constituição democrática, de nossa cidadania. A complicação de nossas relações sociais (e pedagógicas) contém o germe do conflito descontrolado, tal como as discussões dos interesses econômicos na cena internacional


PESQUISA EM GRUPO
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A primeira parte do relatório vai obrigar uma sistematização de tudo o que foi discutido sobre as relações econômicas no plano internacional. Sobre as dificuldades, a natureza dos conflitos, o que está em jogo, a ascensão da escala mundial como campo de relações humanas que se choca com a escala nacional (os países) etc. Todas as outras atividades anteriores foram preparatórias e fornecem informações seguras e explicitam as lógicas fundamentais que estão movendo as relações internacionais. Há, assim, todas as condições para se chegar a relatórios próprios, pois esse é o grande objetivo. Que os estudantes saibam construir leituras próprias das realidades que eles vivem, direta ou indiretamente. É importante o professor chamar a atenção para que este momento opinativo deve ser exercido com a certeza do máximo de controle sobre o cenário internacional das relações econômicas, de suas complexidades e contradições. Não se deve opinar sem segurança, quer dizer, sem ter um controle razoável sobre o que se opina. É muito comum as pessoas opinarem sobre diversas questões com uma carga de informações e de reflexões muito baixa. Na escola, os estudantes devem ser orientados para a impertinência dessa postura.

LIÇÃO DE CASA
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1. O tema de redação proposto inverte uma lógica, que sempre admite que os conflitos são gerados por lados “certos” e por lados “errados”. Nada é tão óbvio assim. Em especial, no conjunto das relações econômicas do mundo contemporâneo. Os estudantes não são obrigados a concordar com essa afirmação, mas fazer uma redação com esse tema implica em dialogar com essa opinião, mesmo que seja para desmenti-la. Seja qual for a posição assumida pelo estudante é importante que ele seja orientado a argumentar; a defender com dados e informações seus pontos de vista. Esse exercício é fundamental (e deve ser realizado sempre) para que as reflexões e o discurso do estudante se ampliem.


2. Vivemos um mundo que, com o avanço das relações na escala global, cada vez mais precisa estruturar instâncias, fóruns e outras instituições para procurar as relações econômicas e de outros tipos. Além das já discutidas, como a OMC, o Banco Mundial, o FMI, existem outras: G-7 – Grupo informal constituído pelos 7 países mais ricos do mundo, que negociam regularmente – utilizando seu poder – os rumos da economia mundial. São eles: EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Japão e Canadá. É positivo que esses países dividam responsabilidades, procurem acordos, mesmo que ainda não consigam olhar para os interesses de todos. G-20 – O Brasil é um dos líderes desse grupo, que vem se estruturando nas assembleias internacionais, como uma força que pretende dar voz a interesses que nem sempre o G-7 ouve. Os membros são os países emergentes, alguns com bom nível de desenvolvimento, como a Austrália, e outros de economia poderosa, como a China e o próprio Brasil. A Argentina, a Índia e vários outros países em desenvolvimento pertencem a esse grupo. Fórum Social Mundial – uma reunião de várias instituições governamentais e não governamentais que se apresenta como alternativa ao Fórum Econômico Mundial que em tese é menos crítico aos rumos da globalização. As reuniões do Fórum Social têm gerado manifestos críticos a favor de outras formas de globalização. O Brasil tem tido papel importante nessas reuniões. Várias delas foram realizadas em nosso território, nas cidades de Porto Alegre e de Belém, no Pará.

3. O principal sucesso dessas instituições está no fato de elas existirem. De se apresentarem como espaços para resolução mais civilizada de conflitos gerados nas relações econômicas internacionais e também de relações de outros tipos. Sem dúvida, há progressos nas negociações, mas há também obstáculos, impasses. Esses últimos têm sido enormes, mas mesmo assim são mais fáceis de serem enfrentados do que as guerras que marcaram a história da humanidade.


4. Esses organismos são: o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e a Organização Mundial do Comércio (OMC). Há conflitos no interior da OMC, por exemplo, entre os países ricos que compõem o G-7 e os países que compõem o G-20. Há também conflitos entre os ricos, entre a União Europeia e os EUA.

5. Alternativa e. Infelizmente, a OMC não tem conseguido evitar os choques entre as grandes potências nem dar vazão a todos os interesses dos outros países. Mas ela existe para isso, e se continuar existindo será uma demonstração da busca da negociação, que certamente no futuro será mais eficaz.